Tema de Pesquisa: pense nisso na hora da escolha

Post de feriado prolongado é curto e direto ao ponto! Um, porque não quero atrapalhar o descanso de quem está curtindo o feriadão. E dois, porque se você está trabalhando na sua tese, dissertação ou monografia, significa que a coisa está séria mesmo e vou deixar você aí concentrado, para não incentivar a procrastinação (lembrando que se isso acontecer, o comosobreviveraodoutorado.com te oferece 3 dicas para vencer a procrastinação!).

Resolvi dividir com vocês aqui no comosobreviveraodouutorado.com uma dica que recebi de um especialista, para você considerar na hora de definir o tema da sua pesquisa:

pense em você e pense no tema, nessa ordem!

Escolher o tema da sua pesquisa é um assunto importante e merece mais que um post curtinho, eu sei. Prometo voltar a ele num futuro não muito distante. Por hoje, eu quero falar de duas situações:

  1. quando você define o tema da sua pesquisa muito cedo;
  2. quando alguém te dá o tema, ou seja, quando ele não parte de você.

 

1. O tema de “sempre”

Em geral, quando a gente já vem há tempos com um tema na cabeça é porque ele desperta um interesse grande na gente. O que eu quero dizer é que se trata normalmente de um tema do qual gostamos e esse foi o motivo da decisão; simples assim!

Nesse caso o “você” da dica veio antes do tema. Isso não é ruim! Pelo contrário, o caminho ideal é partir de você, dos seus interesses para chegar num tema, afinal de contas ele vai te acompanhar por muito tempo, na alegria e na tristeza. Então é bastante importante você ter uma afinidade que vá além de conhecimentos ou de suas habilidades técnicas. Mas é importante separar um pouco as coisas e se distanciar da decisão.

Num mundo ideal, você deve considerar alguns pontos, por exemplo:

  • como você se posiciona em relação ao seu trabalho;
  • quais são seus objetivos de vida;
  • seus pontos fracos e fortes;
  • o que você espera da pesquisa para sua vida, ou seja, onde você gostaria que ela te levasse.

Depois de refletir sobre essas questões você terá alguns argumentos novos – que levam em conta suas expectativas de vida para além da Academia – na hora de decidir sobre um tema e ponderar sobre essa decisão.

Não basta gostar por gostar: certifique-se de que há mais afinidade entre o tema e sua perspectiva de vida do que um simples “sempre quis fazer isso!”.

 

2. Você não escolhe, mas recebe o tema

Bom, e no outro cenário, quando você acaba entrando em um projeto maior e não tem a oportunidade de chegar ao tema, mas ele te é oferecido? Considere – mesmo que brevemente – os pontos do cenário anterior. Há uma identificação com o tema que vai além de você achá-lo interessante? Se sim, excelente! Você pode passar para a próxima etapa e começar a dar a sua cara ao problema.

Comece refletindo sobre o quanto você sabe sobre o assunto. Se você não sabe nada, vá conhecer os principais textos e autores que tratam desse tema. Pense como eles abordam o tema e – levando em conta suas respostas ao exercício anterior – pense em como você pode trabalhar com esse mesmo tema, desenvolver a sua própria contribuição para essa literatura.

Ah, e se sua resposta não foi sim, talvez caiba uma conversa franca com o orientador ou a orientadora, antes de embarcar de cabeça no projeto. Peça conselho, faça uma contraproposta…Talvez você conheça pouco sobre o tema ainda para descobrir as afinidades, ou talvez isso não seja mesmo para você. De qualquer forma, a melhor saída é uma boa conversa!

 

No fim das contas, o tema deve ser definido de acordo com suas possíveis contribuições científicas e sociais. (Sim, vou falar disso num post futuro). Mas seu trabalho é algo pessoal, vai ter a sua assinatura. Por isso,

ele deve carregar um pouco da sua identidade.

Não deixe de pensar em você na hora de escolher seu tema!

 


Claro, como eu disse, existem muitos fatores a se considerar na hora da escolha do tema. Mas eu gostaria que alguém tivesse me dado esta dica, para considerar minha perspectiva como pessoa além de minhas expectativas como pesquisadora, quando eu comecei minha jornada na pós-graduação. E vocês, o que acham? Deixe um comentário contando se você também acha isso importante, ou não, se o que vale mesmo para você é a importância científica do seu trabalho, e ponto.

 

Photo by Hans-Peter Gauster on Unsplash

 

 

Deixe uma resposta